sábado, 1 de março de 2008

Prendas de aniversário! Boas e nem por isso!

De um para dois de Março vão 24 horas. Em tão poucas horas muito pode acontecer: ficção e realidade vs realidade e ficção. Pelas 15h00 desci ao Marquês de Pombal procurando ponto de concentração para a Manif., realidade ou ficção? Chegei ao Marquês de Pombal e peranre o tráfego do costume perguntei-me: será que as pessoas ainda se manifestam? Realidade ou ficção? A ficção chamou-me à realidade - Encontro às 14h30 no Jardim de Príncipe Real, eram já 15h35 e na minha cabeça a realidade virou ficção.
Desci ao Rossio ponto de términus da Manif e, ao chegar, não vi ninguém, uma vez mais perguntei: Realidade ou ficção? Enquanto solipsava comecei a ver a nuvem vermelha das bandeiras e o calor da voz de uma multidão que não tem razões para estar calada. De repente, pensei em tantos quanto cavilosamente desejaram, desejam e desejarão que o Partido Comunista Português seja uma realidade antológica... uns tais 5.000 (cinco mil), realidade ou ficção? Ali entre caras conhecidas e abraços de amigos percebemos que os "chamados dinossários comunistas", afinal, riem, choram, abraça-se, trocam lembranças e cantam: Avante Camarada, A Internacional A Portuguesa... ficção ou realidade. Ficção para os do governo, penso eu! Realidade para os muitos milhares presentes. Foi bonito encontrar pessoas que não se vendem, que não se "prostituem politicamente por um prato de lentilhas govenamental ou numa empresa estatal". Parece que com os passar dos anos, com mais cabelos brancos, continuam a ser camaradas, solidários, a viver e a acalentar projectos para o futuro. Ficção ou realidade?
Depois da manif. um pequeno jantar de amigos e um filme excelente "Este País não é para Velhos", ficção ou realidade?
Filme duro, violento, cruel de um psicótico numa nação psicótica, assassinando a esmo por dinheiro, sempre e só por dinheiro. Acreditando-se esperto, bem sucedido, imbatível, diria, invencível!
Do Filme ficou-me a martelar na cabeça uma frase "Este País não é bom para a sua gente". Eis, senão, quando pensava vislumbrei o José Sócates, saindo do cinema e, ao que parece, acompanhado, de alguém, que como ele, parecia caminhar sobre nivens, sozinho, olimpicamente... matraqueando no teclado do telemóvel como se ali estivesse cristalizada toda a realidade... ou ficção? Num "insight" pensei: toda a gente ignora o primeiro-ministro? Ninguém lhe dirige uma palavra simpática? Realidade ou ficção? Olhei e julguei ter percebido, a sua postura de "carranca de Sidró, esfíngica, crispada" a que se deveria ? Ao título feliz do Filme "Este País não é para Velhos?", à boutade de um figurante que diz: Este País não é bom para a sua gente?" ? Estaria o primeiro-ministro a conferir no telemóvel os números da manif comunista? Se era isso, pela crispação não gostou que fossem tantos... Realidade ou Ficção? Ou seria qualquer coisa mais grave? ... Aquela solução de acabar com eles a tiros de ar comprimido... o que fazer com ela? Alguma aplicabilidade política? ... os professores? Realidade ou ficção? Parabéns aos velhos que ainda fazem anos!
ee

2 comentários:

maismeio.blogspot.com disse...

Que belo diário de campanha! Fez lembrar o "Diário Remendado" de Luiz Pacheco, mas para o sério, claro. Só não percebi a contribuição dada ao filme americano.Teria sido influência do jantar de amigos?
Está de parabéns o meu amigo Vitor na sua nova faceta de diarista. É de doutor, sim senhor!
MELO bento

KOHACIRCLE disse...

Este sentir não é unico, pois somos muitos muitos mil para defender Abril