domingo, 25 de maio de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Na Educação, muitos falam escasseia a razão.

Na galáxia da educação sobram "vozes autorizadas". Na verdade, até a "dreda em serviço pago de locução" nos prós sem contras - para ela tudo se reduz a prós-patrões, está claro, prontifica-se e alcaporcha-se na gratificante posição de desempenhar os desideratos do "her master´s voice". e fá-lo (com hífen, naturalmente). A cada segunda-feira, a dreda de serviço pergunta, responde, conclui, interrompe, ameaça, selecciona, segrega, enfim, graceja ou pensa que graceja, e até cacareja umas "alacridades"... mais lhe valera conter-se. Algumas das cadeias de televisão entraram numa de fazer o "frete ao "filo-engenheiro, arquitecto, patrão-de-costa, em tirocínio para timoneiro" e em vez de entrevistas dão com ele nas nossas vistas e é um belo espectáculo circense em que o doma- dor não precisou de domar as "feras", que preferiram "auto-domesticar-se", quase que pedindo carícias na juba... Foi um belo espectáculo! O wrestling americano não chega a ser tão patético como a troca de amabilidades entre entrevistadores e entrevistado... Perguntamos nós: as prebendas já foram pagas? Ou trata-se, tão somente de bajulação militante, gratuita, ao abrigo da cobrança de IVA, IRS, IRC ou QUÊ? Com tais presta- dores de serviço público estamos bem "fundidos" em barro róseo.
Falar de médicos de várias especialidades, psicólogos de vários tons e sabores, neuro-cirurgiões, psiquiatras, consultares contratados "em várias equipas de missão", presidentes de algumas associações de pais, autarcas empresários e empreendedores, jornalistas de coloratura malva , namoradas e não-namoradas de ministros, fazedores de opinião, comentadores e analistas políticos e despolitizados - apolíticos, inclusivé, constituem hoje a grande família de "engenheiros, psiquiatras, psicólogos, generalistas, pais-educantes, comentadores, jornalistas e afins". Segura- mente, porque todos têm as suas razões e dominam amplamente a problemática educacional e o clima de escola, requerem o direito de pronunciamento, porque a educação é coisa do público e não coisa pública (res publica ), esta estatelou-se na "agora", virou assunto de pronunciamento indiscriminado e perante tal quadro até os remendões retocam a pintura. Delicioso país, paste-
linho de nata democrático onde os temperos com que se condimenta a educação tem sabores sui generis: fel e vinagre, borra e bagaço. Á Adega senhores! antes da próxima poda. educacionaltratdos dos

domingo, 30 de março de 2008

Cadeia, prisão, cagarrão, chilindró, tudo para os que plagiam, lurdes, pedreira e lemos?

Governo, coisa pública, bem comum, serviço público, deviam ser a referência de todos os gover-
nantes. Mas, cá pela serra, longe da terra, tocam flauta e ouvem os passarinhos, outros passarõ-
es passarões, que tocam mal e pastam pior.
É preciso, com urgência, desmascarar e sancionar, aqueles que da educação têm uma visão ban-
queira, creditícia e economicista. O que terão sido como professores, se alguma vez foram? Esta ministra da educação e os seus secretários de "mau estado"? E os professores que leccionaram estas três figuras, não terão nada a dizer? A pior prova de que a educação falha resulta da pos- sibilidade de tais "enjeitados pedagogos" poderem chegar ao timão da educação e desgovernarem
aquilo que tantos procuram com dedicação, saber, zelo, proficiência, sacrifício, e espírito de mis- são vivem o drama educativo ou será preferível dizer, a tragédia educativa?
Pensam "aqueles funcionários superiores da má educação" que a posse do mando lhes confere omnisciência, omnipotência omnipresença, que o seu magister dixit é a última palavra, que a vigência dos seus cargos serve "plurimandatos". As suas atitudes, desmandos, o desrespeito da Lei, o não acatamento das decisões judiciais quando desfavoráveis são exemplos de "boas práti- cas" para o país, em geral, famílias, encarregados de educação, professores, funcionários e auxiliares de educação, alunos, observatórios de educação, organizações sindicais, em geral.
A mascarada dos "arrazoados argumentivos" de mau Estado cai todos os dias no Parlamento, na Comunicação Social, na vida quotidiana, mas, a avaliação não tardará muito. Se os portugueses aplicarem o modelo de avaliação chileno ao governo de Portugal, podemos ficar certos que reprovarão, mas, os governantes reprovados poderão inscrever-se nos Cursos de Educação e Formação que tanto sucesso estão a ter, segundo a avaliação da equipa da ministra da educação. Mas, será que o modelo da educação e formação também é avaliado pelo plágio do modelo chileno
... quem tem dúvidas faz perguntas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

O meu templo devria de ser para oração...

Injustiças, prebendas e mordomias enriquecem alguns privilegiados no sistema bancário, enquanto as famílias deslizam para a insolvência num número que ronda as 100.000. Se cada família tiver 3 elementos, no mínimo, teremos 300.000 portugueses, cerca de 3%, em rota de colisão com a justiça. Felizmente, tal coisa não parece preocupar o Governo, grandemente. Também parece não preocupar grandemente o Governo que um país pobre como o nosso pague mais ao governador do Banco de Portugal, cerca de 280.000 euros/anos, exceptuando prebendas e mordomias, que o Governo dos USA paga (195.000 euros/ano), a Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal, instituição suprabancária, equivalente nos States ao Banco de Portugal. Depois de muita subserviência política dos sucessivos governos portugueses perante os estados unidos, parece que, agora, este governo "chuchalista" resolveu vingar-nos e começou por dar uma lição de economia política aos Estados Unidos, estão podendo? Né?
Que pena não lerem os nossos poetas "iletrados". Se o fizessem até podiam aprender "outras letras não protestadas" mas de protesto. Data vénia, aqui vai uma do meu querido amigo MJT.

Eu não sei porque razão / Na sociedade me iludo / Não sendo ela organizada / Se há há farta terra e pão / Uns quererem ficar com tudo / Deixando tantos sem nada.

Meditem snrs. do governo, não faz mal... talvez um pouco de caspa!

Aproveito o ensejo para divulgar e louvar o acerto daquela junta médica que aposentou Paulo Teixeira, o ex-banqueiro do Millennium bcp, que por pouca sorte, só tinha recebido, de atrasados cerca de 9.000.000 (nove milhões de euros), pobrezinho... mas, deus não dorme, dorme não !...
Por especial contemplação alumiou a junta médica para que o reformasse e fez o milagre de lhe providenciar uma consultoria financeira. Talvez, assim, o novel aposentado possa comer uma sopa e beber uma cerveja sem álcool. Não seria excessivo, talvez, lançar um peditório público para acorrer a tanto infortúnio e injustiça a abater-se, implacavelmente, sobre um membro da Opus Dei... ou Dei dorme ou como a cantiga: Diz que Deus, diz que dá, diz que Deus dará... será preciso ser da Opus Dei... E se deus negá ó nega... como é que vai ficar... Diz que Deus....

domingo, 23 de março de 2008

Condenai-os Senhor porque não sabem o mal que fazem

Mesmo um ateu pode invocar em vão! Quem ou o quê invocar? Eis o problema. Poderia invocar a "coisa humana" mas quem se identificaria com tal epípeto... alguns poucos.
Na vida real são políticos,assessores,acessórios, zelotes, publica-
nos,fariseus,bempensantes,caçadores de oportunidades,oportunistas, situacionistas, finalmente, sem ofensa, verdadeiros borrelii bogdorpheri.
Alguns vão mais longe e dizem-se humanos porque possuem vários destes atributos e de tanto gostarem de atributos, dispensaram-se de ser humanos. Decidem, despacham, regulamentam, ordenam, comandam e porque fazem tanto, não lhes fica tempo para pensar. A questão que resta discutir é a seguinte:Têm cabeça e não pensam? Decidem sem pensar? Para que lhes serve a cabeça? Se não lhes serve para nada, a dita cabeça, que fazem com ela? Aquilo que fariam se não a tivessem?
"Humain trop humain" diria Nietzsche e se calhar sabendo o que dizia, mas, talvez com dúvidas sérias quanto à aplicabilidade extensa.
Que me desculpe a borrelia bogdorpheri se por acaso a ofendi comparando-a com um ser humano, todavia, nem tudo é erro nesta comparação. De facto, aquele carrapato hemófilo procura com o seu humano hospedeiro uma relação simbiótica, incapaz de antever que o hospedeiro aspira, também, virar "sugador" daqueles que deveria proteger. Acha que esta prosa assenta a alguèm que conheça lá para os lados da 5 de Outubro? Parabéns!

sexta-feira, 21 de março de 2008

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Sem tino nem atino, 2

No consulado louco do cabo de guerra nazi, Adolf Hitler, um dos seus sicários, j. goebells costumava dizer que uma mentira muitas vezes repetida, pelo poder, acaba por se tornar verdade. Infelizmente, várias instâncias do poder político - que por vezes se apelidam de socialistas - rein-
cidem na prática de J. Goebells e afirmam coisas que, toda a gente sabe, que não correspondem à verdade, e.g. "nas escolas portuguesas não há violência" - ministra da educação dixit. Não obstan-
te, o Procurador-Geral da República afirma: "Há violência nas escolas poortuguesas". Ao que parece as fontes de informação do PGR não são credíveis para a ministra, logo, não há violência, ministra dixit. Os professores das escolas, a linha de apoio ao professor, afirmam que há violência nas escolas. Desta vez, o you tube mostra um aspecto da violência na escola, mais precisamente numa sala de aula. Curiosamente é a DREN que chama a atenção da escola Carolina Michaëlis para uma cena de violência - que na óptica da ministra não existe na escola???
Se não fosse trágico dava vontade de rir. Será que a violência que a ministra não vê e não sente na carne não existe ou não é violência? Será que aquilo que a sua política faz às escolas não é violência? Será que professores e funcionários doentes e agonizantes no seu posto de trabalho na escola não é violência? Qual será o conceito de violência da ministra? A Luta dos professores? A Luta sindical? Responda quem souber!

A imposição de legislação que a própria jurisprudência e os tribunais impugnam por falta de legalidade e que a ministra continua a impor, não é violência? Qual será o conceito de violência da ministra? Se calhar a nossa ministra trabalha e desmanda tanto que não tem tempo para ler, coitada. Ou será que Bertold Brecht é muito "comunista" quando afirma que "todos chamam violento ao rio que galga a margens mas nunca às margem que o oprimem". Srª ministra um poder que não dialoga, que não negoceia, que não ouve, não vê, não sente? não será uma forma polissémica de violência? de tirania?

Se não dialoga, não vê, não ouve, não sente, não volta atrás, o que faz a srª num cargo público que legitimidade pensa que tem para tratar tudo e todos como seus objectos de obediência ilegítima? A crise que vai na pesca talvez melhorasse se vª exª a ela se dedicasse... então porque não dedicar-se à pesca? Aproveite enquanto os "professores parecem ter sangue de minhoca", mas faça atenção porque não é credível que tenha anzol para tanta minhoca... vai uma aposta?

KOHACIRCLE.blogspot.com

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domingo, 16 de março de 2008

Fwd: uma imagem para si



---------- Forwarded message ----------
From: victor manuel <bastos.vm1945@gmail.com>
Date: 17/03/2008 02:48
Subject: Re: uma imagem para si
To: "Manuel Alfredo da Silva Melo, Bento?" <manuelmelobento@gmail.com>

Ó Social-provocador, podes por no blog porque a minha reputação está a zero, vbastos

Em 17/03/08, Manuel Alfredo da Silva Melo, Bento? <manuelmelobento@gmail.com> escreveu:

Foi-lhe enviada uma imagem.


colagem12.jpg

Estas imagens foram enviadas pelo Google com o Picasa.
Experimente aqui: http://picasa.google.com/


Das ruas do poder ao poder das ruas.

Estamos a assistir a novas "rábulas inventivas" dos nossos artistas do político: um queixa-se com argumentos étnicos, é atacado porque é do Porto, diz ele, mas depois ataca o Cunhal e o PC que não lutaram pela Liberdade, ao que parece é ex-ministro, actual ministro, professor universitário não-avaliado, mas é defensor da avaliação, dos outros, claro! Avaliação deste político Zero!
Outro, ao que parece, iniciou a campanha eleitoral visando candidatar-se a um novo mandato de primeiro. Mas coitado! Com a carranca com que discursou, mais parcia um vencedor-perdedor, na verdade, bem precisa de correr, correr tanto que o leve a ser corrido, de tanto correr. Melhor seria que aquele comício de júbilo e de agradecimento começasse por uma missa de acção de graças e talvez não tenha começado por pura "vendetta" contra os Bispos portugueses que se manifestaram apreensivos com a situação dos professores. Vi uma foto de alguém que no comício quis levantar o punho da ministra da educação que, pareceu estar muito consada da luta com os professores e não ter já ânimo para levantar o braço, seria? Uma vez mais, parece que a educação é o único território onde comendo sapos e engulindo elefantes é preciso, urgente e incontornável, fingir que abunda o sucesso e as vitórias. Se calhar é ou será uma das últimas vitórias de Pirron. Até a própria ministra da educação me pareceu um arremedo da estátua da Vitória da Samotrácia. Margareth Tatcher fez escola, se é que andou na escola. boa noite!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Perfila-se no horizonte nova ditadura?

Caríssimos,

Evocando o poeta: "vamos, vamos, vamos tomar cuidado com as promessas escritas em papel molhado!".
Actualmente, no exercício do poder em Portugal, estão a sair da toca "umas raposas felpudas-canis politicus", que devem ter feito o curso de psicologia, por correspondência do Dale Carnegie, de tal forma respiram, auto-confiança, auto-estima, e auto-proclamação. estes novos "canis politicus" sempre à caça de "acomodados plumitivos, incautos", no pensar de tais cérebros.
Chega a espantar como se acham dotados, esclarecidos, escolhidos, como nunca se enganam e raramente têm dúvidas. É até possível que cheguem a viver toda uma vida sem duvidarem, por um segundo que seja. talvez nunca tenho ouvido falar da palavra dúvida, ou a tenham esquecido, ou não sejam capazes de compreender o seus significado, simplesmente!
É possível que quando se olham ao espelho, pela manhã, ou desinfectam a boca à noite se comprazam com a imagem que o espelho lhes devolve. Os seus espelhos são os seus melhores conselheiros e isso lhes basta.
Quando conseguirão encontra-se com a necessidade de auto-reflexão e auto-análise? Nunca se perguntam que preparação, que conhecimento, competências têm para governar os outros? Será que algum dia pensaram em avaliar-se em pedir uma avalaição externa? Submeteram-se ao tribunal da alteridade? Sabem que existe tal coisa? Ou são um clube de iguais a quem Deus dispensou de pensar e de se pensarem?
Acordai "canis politicus! a carroça que vos há-de reconduzir à posição rasteira de onde nunca devíeis ter saído, está em marcha e nos seremos os cinotécnicos que vos reconduziremos ao canil incógnito que mereceis.
E nós outros, os cinotécnicos acordemos pois não se pode dormir enquanto andam à solta tais raposas felpudas. Tome-se este texto como um antidoto anti-rábico. Sirva-se à vontade! Inté.

terça-feira, 11 de março de 2008

Até quando senhores abusareis da nossa paciência???

Um despacho da agência tanjung informa que alguns membros do governo português, a começar pelo 1º ministro seguido da ministra da educação parecem ter encomendado à China quantidades consideráveis de bisnagas de cola rápida, super-forte. O ministério da educação, parece até que corre o risco de esgotar as verbas de investimento para ver se segura tantos incompetentes Começaram a colar os remedos da sua política e como julgaram ver bons resultados começaram a colar os fundilhos às cadeiras do poder e... acham que de tão bem colados são inamovíveis. Também conseguimos saber através do nosso enviado especial Tom N´Kalanga que os partidos da oposição começaram a estudar moções de censura apresentadas em Parlamentos de muitos e diferentes países. Alguns estudiosos do Direito Criminal começam a estudar a aplicação do argumento da ininputabilidade. Parece que perante a arrogância, a besporrência, a impunidade o atropelo e desrrespeito à Lei, alguns argumentistas da nossa praça constituídos em comissão de cidadãos pensam propor a mudança do nome deste país para República socrática do Bataclan. Apoiado!

sexta-feira, 7 de março de 2008

fwd bX-i8bbza

Hi,
Pedi publicação de mensagem e apareceu este erro. Ciao, vbastos

sábado, 1 de março de 2008

Prendas de aniversário! Boas e nem por isso!

De um para dois de Março vão 24 horas. Em tão poucas horas muito pode acontecer: ficção e realidade vs realidade e ficção. Pelas 15h00 desci ao Marquês de Pombal procurando ponto de concentração para a Manif., realidade ou ficção? Chegei ao Marquês de Pombal e peranre o tráfego do costume perguntei-me: será que as pessoas ainda se manifestam? Realidade ou ficção? A ficção chamou-me à realidade - Encontro às 14h30 no Jardim de Príncipe Real, eram já 15h35 e na minha cabeça a realidade virou ficção.
Desci ao Rossio ponto de términus da Manif e, ao chegar, não vi ninguém, uma vez mais perguntei: Realidade ou ficção? Enquanto solipsava comecei a ver a nuvem vermelha das bandeiras e o calor da voz de uma multidão que não tem razões para estar calada. De repente, pensei em tantos quanto cavilosamente desejaram, desejam e desejarão que o Partido Comunista Português seja uma realidade antológica... uns tais 5.000 (cinco mil), realidade ou ficção? Ali entre caras conhecidas e abraços de amigos percebemos que os "chamados dinossários comunistas", afinal, riem, choram, abraça-se, trocam lembranças e cantam: Avante Camarada, A Internacional A Portuguesa... ficção ou realidade. Ficção para os do governo, penso eu! Realidade para os muitos milhares presentes. Foi bonito encontrar pessoas que não se vendem, que não se "prostituem politicamente por um prato de lentilhas govenamental ou numa empresa estatal". Parece que com os passar dos anos, com mais cabelos brancos, continuam a ser camaradas, solidários, a viver e a acalentar projectos para o futuro. Ficção ou realidade?
Depois da manif. um pequeno jantar de amigos e um filme excelente "Este País não é para Velhos", ficção ou realidade?
Filme duro, violento, cruel de um psicótico numa nação psicótica, assassinando a esmo por dinheiro, sempre e só por dinheiro. Acreditando-se esperto, bem sucedido, imbatível, diria, invencível!
Do Filme ficou-me a martelar na cabeça uma frase "Este País não é bom para a sua gente". Eis, senão, quando pensava vislumbrei o José Sócates, saindo do cinema e, ao que parece, acompanhado, de alguém, que como ele, parecia caminhar sobre nivens, sozinho, olimpicamente... matraqueando no teclado do telemóvel como se ali estivesse cristalizada toda a realidade... ou ficção? Num "insight" pensei: toda a gente ignora o primeiro-ministro? Ninguém lhe dirige uma palavra simpática? Realidade ou ficção? Olhei e julguei ter percebido, a sua postura de "carranca de Sidró, esfíngica, crispada" a que se deveria ? Ao título feliz do Filme "Este País não é para Velhos?", à boutade de um figurante que diz: Este País não é bom para a sua gente?" ? Estaria o primeiro-ministro a conferir no telemóvel os números da manif comunista? Se era isso, pela crispação não gostou que fossem tantos... Realidade ou Ficção? Ou seria qualquer coisa mais grave? ... Aquela solução de acabar com eles a tiros de ar comprimido... o que fazer com ela? Alguma aplicabilidade política? ... os professores? Realidade ou ficção? Parabéns aos velhos que ainda fazem anos!
ee

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sem tino nem atino.

Sigo na vida sem tino
e a meta não se alcança
escrevo sonhos de menino
em versinhos de criança

Criança a crescer cá dentro
mas com cara de ansião
E quanto mais me concentro
mais vejo a contradição

Numa vida adiantada
com muito amor e enredo
No fim tudo vira nada
E, é disso que tenho medo.

Boa noite a quem navega no mar da própria vida!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

De caras...! naquilo com que não se quer encarar

Já passava da meia-noite e cada vez se tornava mais difícil de acreditar que se tratava de um "reality show" com a ministra da educação e algum do seu staff...Impagável! A breve trecho penso que os produtores de hollywood em crise de argumentistas acabarão por contratar a nossa matriaca da educação e o seu staff para escreverem argumentos "non sense". É intraduzível aquilo que aquela patética figura ministerial diz e que resulta numa massa inquantificável de ignorância acerca do que se passa nas escolas do seu "país de sucesso inventado". Já se percebeu que é possível que a nossa dirigente da educação padeça de um irrecuperável sintoma de dissonância cognitiva: não vê violência, facilitismo, nepotismo, compadrio, erros nas provas de exame e até nas provas de correcção há erros que a senhora não vê, a inadequação dos programas, o dilúvio legislativo que se abate sobre o quotidiano das escolas, os alunos que vão desaparecendo como seres humanos na voragem da burocracia... parece que nada vê... Não seria altura de consultar um especialista de traumas políticos ou aumentar a gradução da prótese ocular...? Penso eu!

Um tiro no pé... ou mlhares de tiros no pé

Alguns países cresceram criando assassinos - encobertos ou às escâncaras - e prosperam. Levaram a morte, a tortura, a chantagem, o latrocínio, o lenocínio e o genocídio a casa alheia e prosperaram. Foi uma sementeira, um tempo de assassinos, e prosperaram! Agora o tempo está virando maré de vacas magras, mas, não parecem querer desarmar. Na verdade, desarmaram, disponibilizaram, exportaram a lguns dos seus assassinos domésticos e, estão a vendê-los por bom preço. Num golpe previsível, as antigas vítimas aprenderam a lição e começaram a fabricar e exportar os seus próprios assassinos e aí, adeus Tin Towers, seguiu-se um tempo de pavor, terror e consciencializa ção, acrescido dos elevados custos de reconstrução das novas Twin Towers. Como a factura é muito elevada, começam a exportar as misérias internas, isto é, não havendo mais URSS, Vietnam, Rwanda, Burundi, Angola, Afeganistão, Iraque, Coreia do Norte, para onde exportar o que fazer com os assassinos de reserva? E que tal uns filmes sobre danos colaterais internos e, novamente, exportar! As provas estão aí, no cinema. Brian de Palma, Sidney Polack, Clooney, O. Stone, Clint Eastwood, eles aí estão com os seus filmes sobre o lixo qua a grande sanzala americana escondeu debaixo do capacho. E agora, grande tigre de papel e agora...!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Assim...de entrada no assunto

Caríssimos,

Vemos, ouvimos e lemos não podemos ignorar!
Quem o cantou lançou no éter um desafio e quem se sentir desafiado baixe a viseira, empunhe o pilum e carregue!

Carga sobre a estultícia governamental.

Até quando cidadãos, País, tribunais, até quando teremos no Ministério da Educação o ferrete da indignidade, desumanidade, arrogância, prepotência, incompetência, autoritarismo e iletracia?

Alguns elementos de reflexão:

A "patroa" dos professores em entrevista recente à TSF afirmou:

a) - O meu único interesse é defender os alunos...
b) - Os Sindicatos não sabem nada têm só uma visão parcial das coisas...
c) - Não há violência nas escolas...
d) - O sr. Procurador-Geral da República tem os seus canais de informação, mas não nas escolas...
e) - Os Sindicatos só fazem ruído, criam cortinas de fumo, foguetório...

(Des) disse muito mais e tudo não cabe aqui, por agora.

Perante tais pérolas de erudição - acrescento que produziu algumas preciosidades de eloquência quando, por mais de uma vez, na sua elocução perturbada - talvez porque ajuizou que pode enganar a inteligência emocional dos ouvintes - se divorciou sintacticamente da concordância em número.

Começamos algumas perguntas para lançar um diálogo:

- O Sr. Procurador-Geral da República não sabe da violência nas Escolas... Os Sindicatos não sabem das coisas, tem uma visão parcial... Não há violência nas Escolas... Será que só a Srª Mi- nistra sabe? Sabe o quê?

E outra e outra pergunta:
- Depois de Professores agredidos, alunos agredidos, funcionários agredidos, dentro e fora das escolas, alunos queimados, sovados e roubados, Gisberta assassinados em condições desumanas por alunos de uma instituição de ensino religiosa. Quantos novos actos de violência: agressões, crimes ou mortes têm que ser cometidos para que a tutela inerte reconheça a necessidade a prática do bulling e outras formas de crueldade e violência no universo da escola? Que novas barbaridades serão significativas e relevantes para a Srª Ministra da Educação?

Como diz a Srª Ministra... o meu único interesse é defender os alunos... Mas a nós Professores quem nos defende da estultícia ministerial? A nossa tutela, i.e, a nossa patroa, defende os clientes e cruci cifica os trabalhadores? Afinal o que somos para o seu Ministério? Números? Instrumen- tos? Peões de brega? Números de estatísticas de "downsizing" para equilíbrio das finanças públicas?

Professores e Funcionários que agonizam doentes e morrem na função educativa que atitude lhe inspiram, para além, da mais olímpica alienação?

Sobre as consequências da acção demolidora do seu lamentável consulado: fecho de escolas, bu- rocratização da função docente, os mais recentes atentados à educação como a reforma da edu- cação musical e o desmantelamento da educação especial, que imagem quer a Srª dar de si ao País e deste País ao mundo?

Estas reflexões, agora iniciadas, procuram concitar outras. É urgente que a SociedadeCivil mostre de forma iniquívoca o seu direito à indignação e actue em conformidade. Se a Ministra perdeu a tramontana, os professores ainda não.

A última pergunta de hoje, que comentário mereceu à Ministra da Educação o estudo inter- nacional que aponta os professores, primeiros de uma sondagem, com 42% e o primeiro lugar
como os mais competentes para governação comparados com o último lugar e com 7% , a dos políticos a que a senhora pertence?. Francamente, Srª Ministra como se sente política ou professora? Professora? Não, seguramente!

Será que a sua política defende os alunos? De quem? De quê? Quem precisa de ser defendido, efectivamente da acção nefasta da prática do seu Ministério?
Boa Noite, até próxima oportunidade.