sexta-feira, 21 de março de 2008

Sem tino nem atino, 2

No consulado louco do cabo de guerra nazi, Adolf Hitler, um dos seus sicários, j. goebells costumava dizer que uma mentira muitas vezes repetida, pelo poder, acaba por se tornar verdade. Infelizmente, várias instâncias do poder político - que por vezes se apelidam de socialistas - rein-
cidem na prática de J. Goebells e afirmam coisas que, toda a gente sabe, que não correspondem à verdade, e.g. "nas escolas portuguesas não há violência" - ministra da educação dixit. Não obstan-
te, o Procurador-Geral da República afirma: "Há violência nas escolas poortuguesas". Ao que parece as fontes de informação do PGR não são credíveis para a ministra, logo, não há violência, ministra dixit. Os professores das escolas, a linha de apoio ao professor, afirmam que há violência nas escolas. Desta vez, o you tube mostra um aspecto da violência na escola, mais precisamente numa sala de aula. Curiosamente é a DREN que chama a atenção da escola Carolina Michaëlis para uma cena de violência - que na óptica da ministra não existe na escola???
Se não fosse trágico dava vontade de rir. Será que a violência que a ministra não vê e não sente na carne não existe ou não é violência? Será que aquilo que a sua política faz às escolas não é violência? Será que professores e funcionários doentes e agonizantes no seu posto de trabalho na escola não é violência? Qual será o conceito de violência da ministra? A Luta dos professores? A Luta sindical? Responda quem souber!

A imposição de legislação que a própria jurisprudência e os tribunais impugnam por falta de legalidade e que a ministra continua a impor, não é violência? Qual será o conceito de violência da ministra? Se calhar a nossa ministra trabalha e desmanda tanto que não tem tempo para ler, coitada. Ou será que Bertold Brecht é muito "comunista" quando afirma que "todos chamam violento ao rio que galga a margens mas nunca às margem que o oprimem". Srª ministra um poder que não dialoga, que não negoceia, que não ouve, não vê, não sente? não será uma forma polissémica de violência? de tirania?

Se não dialoga, não vê, não ouve, não sente, não volta atrás, o que faz a srª num cargo público que legitimidade pensa que tem para tratar tudo e todos como seus objectos de obediência ilegítima? A crise que vai na pesca talvez melhorasse se vª exª a ela se dedicasse... então porque não dedicar-se à pesca? Aproveite enquanto os "professores parecem ter sangue de minhoca", mas faça atenção porque não é credível que tenha anzol para tanta minhoca... vai uma aposta?

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