sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Assim...de entrada no assunto

Caríssimos,

Vemos, ouvimos e lemos não podemos ignorar!
Quem o cantou lançou no éter um desafio e quem se sentir desafiado baixe a viseira, empunhe o pilum e carregue!

Carga sobre a estultícia governamental.

Até quando cidadãos, País, tribunais, até quando teremos no Ministério da Educação o ferrete da indignidade, desumanidade, arrogância, prepotência, incompetência, autoritarismo e iletracia?

Alguns elementos de reflexão:

A "patroa" dos professores em entrevista recente à TSF afirmou:

a) - O meu único interesse é defender os alunos...
b) - Os Sindicatos não sabem nada têm só uma visão parcial das coisas...
c) - Não há violência nas escolas...
d) - O sr. Procurador-Geral da República tem os seus canais de informação, mas não nas escolas...
e) - Os Sindicatos só fazem ruído, criam cortinas de fumo, foguetório...

(Des) disse muito mais e tudo não cabe aqui, por agora.

Perante tais pérolas de erudição - acrescento que produziu algumas preciosidades de eloquência quando, por mais de uma vez, na sua elocução perturbada - talvez porque ajuizou que pode enganar a inteligência emocional dos ouvintes - se divorciou sintacticamente da concordância em número.

Começamos algumas perguntas para lançar um diálogo:

- O Sr. Procurador-Geral da República não sabe da violência nas Escolas... Os Sindicatos não sabem das coisas, tem uma visão parcial... Não há violência nas Escolas... Será que só a Srª Mi- nistra sabe? Sabe o quê?

E outra e outra pergunta:
- Depois de Professores agredidos, alunos agredidos, funcionários agredidos, dentro e fora das escolas, alunos queimados, sovados e roubados, Gisberta assassinados em condições desumanas por alunos de uma instituição de ensino religiosa. Quantos novos actos de violência: agressões, crimes ou mortes têm que ser cometidos para que a tutela inerte reconheça a necessidade a prática do bulling e outras formas de crueldade e violência no universo da escola? Que novas barbaridades serão significativas e relevantes para a Srª Ministra da Educação?

Como diz a Srª Ministra... o meu único interesse é defender os alunos... Mas a nós Professores quem nos defende da estultícia ministerial? A nossa tutela, i.e, a nossa patroa, defende os clientes e cruci cifica os trabalhadores? Afinal o que somos para o seu Ministério? Números? Instrumen- tos? Peões de brega? Números de estatísticas de "downsizing" para equilíbrio das finanças públicas?

Professores e Funcionários que agonizam doentes e morrem na função educativa que atitude lhe inspiram, para além, da mais olímpica alienação?

Sobre as consequências da acção demolidora do seu lamentável consulado: fecho de escolas, bu- rocratização da função docente, os mais recentes atentados à educação como a reforma da edu- cação musical e o desmantelamento da educação especial, que imagem quer a Srª dar de si ao País e deste País ao mundo?

Estas reflexões, agora iniciadas, procuram concitar outras. É urgente que a SociedadeCivil mostre de forma iniquívoca o seu direito à indignação e actue em conformidade. Se a Ministra perdeu a tramontana, os professores ainda não.

A última pergunta de hoje, que comentário mereceu à Ministra da Educação o estudo inter- nacional que aponta os professores, primeiros de uma sondagem, com 42% e o primeiro lugar
como os mais competentes para governação comparados com o último lugar e com 7% , a dos políticos a que a senhora pertence?. Francamente, Srª Ministra como se sente política ou professora? Professora? Não, seguramente!

Será que a sua política defende os alunos? De quem? De quê? Quem precisa de ser defendido, efectivamente da acção nefasta da prática do seu Ministério?
Boa Noite, até próxima oportunidade.

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